Domingo, Outubro 04, 2009
NEW YORK, NEW YORK!
PARTE INunca pensei que um dia eu fosse viajar pros EUA. Primeiro, porque antes eu não queria. Eu achava que viagem tinha que ser sempre praquele lugar que eu tivesse sonho de conhecer. Mais recentemente, eu comecei a achar bom ir pra qualquer lugar que eu ainda não conheça. Ou seja: toda viagem é legal. Agora, já ando com vontade de voltar em alguns lugares pra ver o que não deu pra ver da primeira vez. Porque viajar é bom de qualquer jeito. O segundo motivo pelo qual eu achava que nunca iria pros EUA era ter que pedir visto. Eu me recusava a ir lá, pagar uma taxa, pedir POR FAVOR pra ir pro país deles gastar dinheiro e ainda correr o risco de ter o pedido negado. Foi só quando eu tirei o meu passaporte português e descobri que, com isso, não ia precisar de visto, que a viagem pra lá se tornou uma possibilidade. E aí que Medulinha estava indo pra lá com uma amiga dela, a Blecky Boom, e eu me convidei pra ir junto. Aposto que ela ficou sem graça de negar. As coisas que a gente consegue porque as pessoas são educadas. Nova York e Washington foram os nossos dois destinos. Nova York porque é Nova York, não tem o que explicar. Washington porque foi pra onde conseguimos ingressos pra ir ao show do U2. Era pra eu ter gostado muito mais de NY, mas amei Washington igualmente, em muitos momentos até mais. Claro que eu, super nuvem negra, estava morrendo de medo de chegar lá no aeroporto em NY, eles implicarem com a minha cara de terrorista disfarçada de Hello Kitty e não me deixarem entrar. Porque até com visto a pessoa corre esse risco. Mas nada aconteceu. Só o tiozinho que resolveu que eu, Medulinha e Blecky não podíamos entrar juntas no guichê, mesmo todas as pessoas em grupo na nossa frente tendo entrado. Ele olhou pra gente, deu uma risadinha debochada e disse: "Vocês são amigas? Estão viajando juntas? Uma de cada vez". Desagradável de graça. Blecky Boom foi primeiro, e levaram ela pra uma SALA SEPARADA. Se fosse eu, já ia achar que era a nuvem negra começando a chover. Mas não, eu e Medulinha só tivemos que responder até quando ficaríamos no país, tirar uma foto e pronto. Já Blecky deve ter, sei lá, cara de terrorista disfarçada de princesa de Buckingham. De qualquer forma, ela saiu intacta da bendita sala e pudemos ir, as três, para a grande maçã. O primeiro dia foi andar pelas ruas de NY, visitar o Rockefeller Center, aquele prédio grandão onde no inverno as pessoas ficam patinando. Fomos ao Museu de Arte Moderna também. Voltando de lá, de repente vimos uma multidão e ninguém mais podia passar, nem pra um lado, nem para outro. Estávamos presas. Depois de looongos minutos, quem é que passa? O OBAMA, na limusine dele. Tá de sacanagem, né? E daí que eu nunca vi o Lula, que o Lula nunca foi nos eventos que são organizados no meu trabalho? Eu vi o próprio OBAMA. Yes, I can! À noite, fomos a Times Square, que ficava na esquina do nosso hotel. Coisa mais impressionante aqueles letreiros todos iluminados. Uma loucura. Posso dizer que em viagem essa visão foi uma das que mais me tiraram o fôlego. Só vendo de perto mesmo pra saber como é. No segundo dia, fomos à Estátua da Liberdade. (CONTINUA... NÃO SEI QUANDO, PORQUE VOU VIAJAR DE NOVO EHEHEH, AGORA PRA MASSAMBABA PRA DESCANSAR DA VIAGEM, MAS JURO QUE ESCREVO TUDINHO QUANDO VOLTAR. AGUARDEM!!!)
postado por Fernanda Rena, às 6:40 PM
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Terça-feira, Setembro 15, 2009
RealidadeMamãe Joselita é assinante de revistas descontrol. Uma delas é a Boa Forma. Esse mês, ela veio me mostrar, totalmente indignada, a capa com a Luiza Brunet. Não tiro a razão de Mamãe. Eu já tinha visto a capa e confesso que aquilo me incomodou. A mulher tem 47 anos, aparece com um biquininho, quase nua, com a pele lisa e brilhosa. Querem que a gente acredite o que, que uma mulher dessa idade não tem uma imperfeição na pele? Uma mancha? Uma irregularidade? Não. Todos nós sabemos que agora usam Photoshop em todas as fotos, mas pra que então dizer que é a Luiza Brunet e que está com tudo em cima? Era melhor colocar um boneco de cera do Madame Tussaud. Fico com pena de pessoas que podem não ter a noção exata do quanto mexem nessas fotos. Acho que Mamãe era uma dessas pessoas que olhavam e acreditavam em quase tudo. Mas dessa vez foi demais, até pra ela. De repente ela enxergou. - É mentira, Fernanda! Essa mulher não está assim! É ridículo esse biquíni! E eu olhando com a minha melhor expressão compreensiva. Aí do nada, depois de falar um monte, Mamãe simplesmente pegou a revista e disse: - Não quero mais essa capa! Não quero mais olhar pra isso! Vou arrancar. Pegou a revista novinha e arrancou mesmo! Arrancou, amassou e jogou no lixo. O verdadeiro não ao Photoshop. Eu apoio.
postado por Fernanda Rena, às 10:38 PM
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Segunda-feira, Agosto 31, 2009
Coisas que só um papai Joselito faz por vocêNa Zara, com Papai Joselito, enquanto Mamãe Joselita e consumista descontrol já havia arrumado alguma coisa pra experimentar (e comprar, claro, porque ela estava muito precisada), eu entediada achei de gostar de uma calça xadrez. Ela estava lá, com preço bom, eu sem fazer nada mesmo, resolvi ver se ficava legal e assim, quem sabe, finalizar minha eterna busca por uma calça-que-não-seja-jeans-nem-social-pra-trabalhar. Acreditem, é missão pra Tom Cruise pendurado por cabo no teto. Papai fica me esperando lá fora. Eu visto, olho pra calça no espelho em mim. É, acho que não está mal. Peço a opinião de Papai. Ele olha, reflete e sentencia: - Pega você. Põe mais 10 quilos. É você com essa calça. Era uma vez uma calça xadrez, tamanho 38 (ah, mas essa parte eu faço questão de falar), que continuou no cabide da Zara. De repente no ZAARA acho uma calça mais ajeitadinha. Piaaadas amarelas.
postado por Fernanda Rena, às 11:03 PM
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Sábado, Agosto 22, 2009
Quando a vida trata bemFui fazer as unhas outro dia num salão aqui perto de casa. De óculos, cabelo todo desgrenhado e a primeira roupa que eu vi pela frente, já que eu tinha acabado de acordar e não ia pegar bem ir de camisola, porque se pegasse eu ia de camisola mesmo pra dar menos trabalho. Chego no salão e avisto ela. A mulher que a vida trata bem. Sim, ela estava lá, sentada feito uma rainha, numa poltrona que não ofereceram pra mim. Tinha os cabelos lisos loiros, os olhos claros, vestia alguma coisa que com certeza estava ainda na vitrine de alguma loja. Um milhão de acessórios, colares, brincos cintilantes que cegavam meus olhos. Fiquei hipnotizada. Ela fazia as unhas das mãos e dos pés e várias pessoas a bajulavam. Certamente, aquela pessoa morou na Zona Sul a vida inteira, e de frente pra praia. Eu, daqui a 20 anos na Zona Sul, sempre serei mulamba. Porque quem nasceu pra repolho nunca chega a couve flor. Ela reclamava de umas unhas do pé que estavam incomodando. HA HA. Pensei, triunfante, que, como eu nunca fiz as unhas do pé, elas nunca me incomodaram. E meus pés são lindos. Ponto pra mim nesse quesito. Mas de resto... estava lá, a pachá, sendo servida. De repente, entra o marido, com um carrinho de bebê. Tá de sacanagem. Além de ser bem tratada, a mulher ainda pariu um criatura rósea linda, de olhos claros como os dela. O marido era um tipão, alto, grisalho, mas jovem. Deve jogar tênis. Quando eu estava prestes a cometer o pecado da inveja, eis que a verdade se revela. Alguém pergunta se os olhos da bebê são verdes e o marido dispara: "Não! É lente!" E ele mesmo ri. Super autossuficente, saca? Ele faz a piada, ele mesmo ri. Aí alguém diz: "Mas como ela está grande!" E ele cospe: "É que a minha mulher põe fermento no leite do peito. Fermento! Pó Royal, sabem, sabem? ha ha ha". Jesus. Foi me dando um negócio. Um nervosinho. Um TOC. O homem não parava. Depois dessa, ele ainda fez várias outras piadas amarelas do mesmo calibre. Cada uma atingia os meus ouvidos igual a papel higiênico embebido em ácido. Estava tudo corroído. E a mulher dele lá, rindo de tudo, sei lá se achando engraçado ou se conformando. Aí eu pensei que é por isso que eu não caso, porque eu já teria me atirado do apartamento de frente pra praia se tivesse que conviver com o tipão. E fui pra casa mulamba, de óculos, com as unhas azul marinho impecáveis. E feliz como o pessoal do No Limite quando ganha saco de arroz.
postado por Fernanda Rena, às 10:52 PM
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Quinta-feira, Agosto 20, 2009
Update sobre o TwitterPra quem não conseguiu acessar, o perfil é http://twitter.com/nandarena
postado por Fernanda Rena, às 7:21 PM
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Quarta-feira, Agosto 19, 2009
Agora com twitterAgora eu também tenho um twitter. Anotem @nandarena Sigam-me, sigam-me, sigam-me. Eu quero ter um milhão de seguidores e bem mais forte poder cantar. lararara
postado por Fernanda Rena, às 8:32 PM
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Domingo, Agosto 16, 2009
Contos de MiniPentel (e de Rato Morto)Daqui a pouco o blog vai virar o blog das histórias de MiniPentel. Mas o que eu posso fazer, se quando ela fala uma dessas eu tenho vontade de imediatamente vir contar pra vocês? Estava a minha irmã lendo um livrinho com ela que tinha uma bruxa no começo e outra no final. Ela virou pra Pentel e disse: - Mamãe, é a mesma bruxa. Minha irmã explicou: - Não, filha, repara bem. A bruxa do início é gordinha, a do final é magrinha. A do início tem uma verruga no nariz, a do final não tem... Enquanto ela falava isso, MiniPentel balançava a cabeça negativamente, como se a mãe estivesse falando uma besteira. - Não, mãe... é a mesma sim, é a mesma sim! É que ela passou por uma transformação, que nem o Michael Jackson. Who's bad??? Falando em Michael Jackson, todas as crianças estão obcecadas por ele, já repararam? Rato Morto contou que o filho do primo dele está tão ligado nisso que o primo deu pro filho uma caixinha preta e disse que era o "caixãozinho do Michael Jackson". A criança agora carrega a caixa pra tudo quanto é canto. Tinha que ser da família de Rato pra dar um caixão de brinquedo pro filho.
postado por Fernanda Rena, às 10:03 PM
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